Dados do Relatório de Competitividade do Setor de Vendas Não Presenciais 2025 mostram que o Estado movimentou R$ 15,06 bilhões em valor bruto de notas fiscais eletrônicas emitidas em operações de comércio eletrônico destinadas a pessoas físicas, ocupando a 4ª posição no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
O resultado coloca o Espírito Santo à frente de estados de grande peso econômico, como Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em 2025, São Paulo liderou as vendas em NF-e, com R$ 157,71 bilhões, seguido por Minas Gerais, com R$ 36,31 bilhões, e Santa Catarina, com R$ 17,58 bilhões. Na sequência aparece o Espírito Santo, com seus R$ 15,06 bilhões. O valor nacional alcançou R$ 282,47 bilhões.
A evolução capixaba também fica evidente quando observada em uma série histórica. O valor bruto do comércio eletrônico originado no Espírito Santo passou de R$ 3,04 bilhões em 2019 para R$ 15,06 bilhões em 2025. No último ano analisado, São Paulo foi o principal destino das vendas originadas no Estado, recebendo R$ 4,46 bilhões, seguido por Minas Gerais, com R$ 1,93 bilhão, e Rio de Janeiro, com R$ 1,78 bilhão.
Entre os produtos que mais movimentaram o comércio eletrônico capixaba em 2025, os aparelhos de ar-condicionado do tipo split-system ocuparam a primeira posição, com valor superior a R$ 1,05 bilhão. Também aparecem com destaque móveis de madeira para quartos, unidades condensadoras de ar-condicionado, circuitos integrados, refrigeradores e freezers, consoles de videogame, calçados e pneus.
Espírito Santo vende mais do que compra no comércio eletrônico
Outro dado que evidencia a vocação do Espírito Santo como plataforma de vendas é a diferença entre os valores das operações originadas no Estado e aquelas destinadas aos consumidores capixabas. Enquanto as NF-e emitidas a partir do Espírito Santo somaram R$ 15,06 bilhões, as compras eletrônicas destinadas a pessoas físicas no Estado totalizaram R$ 5,69 bilhões em 2025.
Nesse segundo ranking, o Espírito Santo aparece na 11ª posição nacional entre os estados destinatários. São Paulo também lidera esse recorte, com R$ 88,81 bilhões em compras, seguido por Minas Gerais, com R$ 36,23 bilhões, Rio de Janeiro, com R$ 26,14 bilhões, e Paraná, com R$ 16,8 bilhões.
Empresas do Compete faturam R$ 44 bilhões e recolhem R$ 651 milhões em ICMS
A força econômica do comércio eletrônico capixaba também aparece nos dados da Secretaria da Fazenda do Espírito Santo (Sefaz-ES), disponibilizados à Associação de Venda Não Presencial do Brasil (AvenpesBR). Em 2025, as 741 empresas beneficiárias do Compete Vendas Não Presenciais registraram faturamento total de R$ 44,04 bilhões e recolhimento de R$ 651,23 milhões em ICMS. Desse montante, R$ 278,38 milhões correspondem exclusivamente ao código de receita 385-9, vinculado ao ICMS do Compete E-commerce.
Além dos dados fiscais, o Relatório de Competitividade apresenta os resultados da Pesquisa, Autoavaliação de Gestão e Contrapartidas, realizada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes) com empresas beneficiárias da Lei nº 10.568/2016. A pesquisa foi realizada entre janeiro e maio de 2026 e contou com 603 empresas respondentes do setor.
As empresas participantes informaram 4.606 empregos diretos no Espírito Santo em 2025. A pesquisa mostra ainda que 86,9% das empresas geraram até 50 empregos indiretos, tanto no Estado quanto no conjunto do país, o que revela o impacto do setor na geração de trabalho e renda.
Outro reflexo importante ocorre sobre a cadeia de fornecedores capixabas. As compras operacionais realizadas pelas empresas junto a fornecedores locais foram estimadas em R$ 1,78 bilhão em 2025. O operador logístico aparece como o serviço mais contratado no Espírito Santo, citado por 76,5% das empresas, seguido pelos serviços contábeis, presentes nas respostas de 52,7%.
Empresas são digitais e conectadas aos marketplaces
O perfil das empresas pesquisadas reforça a característica digital do segmento. Oitenta e sete por cento atuam exclusivamente on-line, sem loja física, enquanto 58% utilizam marketplaces de terceiros, 54% possuem marketplace próprio e 33% trabalham com aplicativos próprios. A pesquisa também aponta que 92% seguem as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
É também um setor relativamente jovem no Espírito Santo: 57% das empresas pesquisadas iniciaram suas atividades no Estado a partir de 2021. Serra, Cariacica e Vila Velha aparecem entre as localizações mais frequentes, enquanto eletrônicos e eletrodomésticos estão entre os principais segmentos de comercialização.
O consumidor final domina o destino das operações. No Espírito Santo, ele é apontado como principal destino das vendas por 87,1% das empresas. Nas vendas para outros estados, esse percentual chega a 88,1%, mostrando o alcance nacional das operações realizadas pelas empresas instaladas no território capixaba.
Mercado nacional segue em expansão
O desempenho do Espírito Santo ocorre em um cenário de crescimento consistente do comércio eletrônico brasileiro. Segundo dados e projeções da Abiacom, reunidos no relatório, o faturamento nacional do e-commerce foi estimado em R$ 235,52 bilhões em 2025, com previsão de alcançar R$ 259,08 bilhões em 2026 e R$ 379,31 bilhões em 2030.
Entre 2025 e 2030, a expectativa é de uma expansão de 61,1%, equivalente a uma taxa média anual próxima de 10%. O comércio eletrônico também vem conquistando participação cada vez maior no varejo tradicional: passou de 8,01% em 2022 para 9,92% em 2025, com estimativa de atingir 10,39% em 2026. Entre as categorias de maior participação no faturamento estão eletrodomésticos, telefonia, casa e decoração, informática, moda e acessórios e eletrônicos.
Para a AvenpesBR, os indicadores ajudam a dimensionar o crescimento do comércio eletrônico e também a posição estratégica que o Espírito Santo conquistou nesse mercado.
A combinação entre volume de vendas originadas no Estado, geração de empregos, arrecadação, contratação de fornecedores locais e presença de empresas com atuação nacional evidencia a importância das vendas não presenciais para a economia capixaba e reforça a necessidade de um ambiente de negócios capaz de sustentar a competitividade e novos investimentos.
AvenpesBR com forte representatividade
E esse é justamente o papel da AvenpesBR: atuar para que o crescimento do setor venha acompanhado de competitividade, segurança jurídica, qualificação e um ambiente de negócios favorável à permanência e à atração de empresas no Espírito Santo.
Em 2025, a associação manteve uma agenda intensa de representação e capacitação, com debates sobre reforma tributária, tecnologia, inteligência artificial, cibersegurança e temas fiscais que impactam diretamente as operações das empresas. Também promoveu encontros presenciais e on-line, produziu conteúdos técnicos e manteve canais permanentes de orientação aos associados e às empresas signatárias do Compete Vendas Não Presenciais.
Ao longo do ano, a AvenpesBR ampliou ainda sua articulação institucional e a presença nos principais fóruns do setor. Participou do RECOMEX-ES, do Fórum E-Commerce Brasil, do Ecommerce.ES 2025, do Acelera Espírito Santo e do Fórum da Liberdade, além de realizar painéis próprios sobre os desafios contábeis e fiscais da Reforma Tributária.
A entidade também firmou parcerias com a Fucape Business School e o IBEF-ES, ampliando oportunidades de capacitação e aproximando os associados de temas ligados à gestão, governança, finanças e transformação digital.
São iniciativas que traduzem, na prática, a missão da AvenpesBR de representar o setor, conectar empresas e instituições e contribuir para que o Espírito Santo e o Brasil sigam competitivos no mercado de vendas não presenciais.




