Segundo semestre desafia empresas a transformarem tecnologia em vantagem competitiva no e-commerce

O segundo semestre concentra os meses mais importantes para o comércio eletrônico brasileiro. Datas como Dia dos Pais, Dia das Crianças, Black Friday e Natal respondem por uma parcela significativa das vendas do ano e colocam à prova a capacidade das empresas de atender um consumidor cada vez mais conectado, exigente e menos disposto a enfrentar falhas na experiência de compra.

As perspectivas para o setor permanecem positivas. O e-commerce brasileiro deverá movimentar mais de R$ 258 bilhões em 2026, mantendo um ritmo consistente de crescimento e atraindo cerca de dois milhões de novos consumidores. Apesar desse avanço, o ambiente de negócios tornou-se mais competitivo. O desafio deixou de ser apenas vender mais e passou a ser vender melhor, com operações eficientes, decisões orientadas por dados e relacionamento de longo prazo com os clientes.

Para o presidente da AvenpesBR, Alexandre Malta, o mercado vive uma nova fase de maturidade. “O crescimento do e-commerce continua sólido, mas hoje ele é sustentado por eficiência e estratégia. O consumidor pesquisa mais, compara preços, avalia prazos, acompanha a reputação das empresas e espera uma experiência integrada. Quem investir em tecnologia, gestão e logística terá mais condições de aproveitar as oportunidades do segundo semestre”.

Entre as principais mudanças está a consolidação da Inteligência Artificial como ferramenta de gestão. Se até pouco tempo a tecnologia era vista como tendência, hoje ela faz parte da operação de empresas que desejam aumentar produtividade, reduzir custos e melhorar a experiência do cliente. Soluções baseadas em IA já auxiliam na previsão de demanda, recomendação de produtos, personalização de ofertas, automação do atendimento, precificação e gestão de estoques.

Ao mesmo tempo, o consumidor passou a transitar naturalmente entre diferentes canais de compra. Pesquisa produtos nas redes sociais, tira dúvidas pelo WhatsApp, compara preços em marketplaces e finaliza a compra no site ou aplicativo da empresa. Essa jornada torna indispensável a integração entre plataformas, estoques, meios de pagamento e atendimento, consolidando as estratégias omnichannel como um requisito para a competitividade.

Outro ponto de atenção para o segundo semestre é a preparação operacional. O aumento da demanda exige planejamento antecipado para evitar ruptura de estoques, atrasos nas entregas e problemas no atendimento, fatores que impactam diretamente a satisfação do cliente e a reputação das marcas justamente no período de maior volume de vendas do ano.

O mercado não quer somente conquistar novos consumidores, ele também volta sua atenção para a fidelização. Com o aumento do custo de aquisição de clientes, estratégias de relacionamento, programas de benefícios, personalização da comunicação e experiências de compra consistentes tornam-se fundamentais para estimular a recompra e fortalecer a competitividade das empresas.

Segundo Alexandre Malta, esse novo cenário representa uma oportunidade para os negócios que investem em inovação e profissionalização. “O segundo semestre será decisivo para muitas empresas. Quem planejar com antecedência, utilizar os dados de forma inteligente e integrar tecnologia, logística e atendimento conseguirá transformar as grandes datas comerciais em crescimento sustentável”.

Para a AvenpesBR, o Brasil ainda vive um momento de grande potencial para a expansão do comércio eletrônico. Com a digitalização acelerada dos negócios, o fortalecimento da infraestrutura logística, a inovação em meios de pagamento e o uso cada vez mais estratégico da tecnologia, o país reúne condições para ampliar a participação do e-commerce no varejo e consolidar um ambiente favorável ao crescimento de empresas de todos os segmentos e regiões.

Saiba mais

O e-commerce brasileiro em 2026

  • Faturamento projetado: mais de R$ 258 bilhões.
  • Crescimento estimado: cerca de 10% em relação a 2025.
  • Consumidores on-line: aproximadamente 97 milhões, sendo cerca de 2 milhões de novos compradores.
  • Tíquete-médio: cerca de R$ 564,96.
  • Pedidos previstos: mais de 450 milhões ao longo do ano.
  • Participação no varejo: cerca de 13%, indicando amplo potencial de crescimento no mercado brasileiro.

Tendências para o segundo semestre

  • Inteligência Artificial aplicada à personalização, atendimento e gestão operacional.
  • Integração entre loja virtual, marketplaces, redes sociais e WhatsApp.
  • Fortalecimento das estratégias omnichannel.
  • Planejamento logístico para suportar os picos de vendas da Black Friday e do Natal.
  • Fidelização e relacionamento como prioridades para aumentar a recorrência de compras.
  • Experiência do consumidor como principal fator de diferenciação entre as empresas.

Fontes: E-Commerce Brasil, ABIACOM (antiga ABComm), Conversion, Edrone e estudos do setor de comércio eletrônico.

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